NOVA YORQUE | PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DISCURSA AMANHÃ NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU
Por Kamuambi Ndô Mbâxi
Publicado em 21/09/2026 14:52 • Atualizado 21/09/2026 15:06
Política
O Presidente da República, João Lourenço, vai discursar, amanhã, pela oitava vez, no Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas, ocasião que reúne Chefes de Estado e de Governo dos 193 Estados-membros da organização para apresentarem as suas visões e prioridades sobre os principais desafios globais.

A primeira intervenção de João Lourenço ocorreu a 26 de Setembro de 2018, durante a 73.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, um ano depois de ter assumido a Presidência da República.

No discurso inaugural naquela que constitui uma das principais tribunas da diplomacia mundial, João Lourenço, que completava o primeiro ano do mandato presidencial, chamou a atenção para a necessidade de a ONU permanecer focada nos propósitos que estiveram na base da sua criação, entre os quais o restabelecimento da paz, a promoção da concórdia entre as nações, a igualdade soberana dos Estados e a construção de um mundo assente na cooperação, no progresso e no bem-estar dos povos.

Em 2019, durante a intervenção na 74.ª sessão da Assembleia Geral, João Lourenço voltou a manifestar preocupação com os vários conflitos existentes no mundo e defendeu o multilateralismo nas relações internacionais como uma das vias para a promoção da segurança e da paz.

Na mesma ocasião, reiterou a importância do alargamento do número de membros permanentes do Conselho de Segurança, de modo a incluir países de África e da América do Sul, por considerar que a actual composição não reflecte de forma equilibrada a realidade geoestratégica mundial.

Em 2020, devido à pandemia da Covid-19, os líderes mundiais não se deslocaram a Nova Iorque para participar presencialmente na 75.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Pela primeira vez na história da organização, o tradicional Debate Geral realizou-se em formato virtual. Os Chefes de Estado e de Governo apresentaram as suas intervenções por meio de discursos gravados em vídeo, exibidos no grande ecrã do Salão da Assembleia Geral.

Na sua comunicação, João Lourenço destacou a solidariedade registada durante a pandemia e considerou fundamental o investimento directo nas economias dos países em desenvolvimento como factor determinante para o crescimento económico e o desenvolvimento.

O Presidente da República sublinhou, naquela ocasião, que a pandemia demonstrou que a actuação coordenada permite repartir, de forma mais eficaz, as responsabilidades e alcançar resultados mais satisfatórios. 

Em 2021, apesar de o mundo continuar afectado pela pandemia da Covid-19, os líderes mundiais regressaram presencialmente a Nova Iorque para participar na 76.ª sessão da Assembleia Geral.

No seu discurso, João Lourenço apelou para a necessidade urgente de se estabelecer uma compreensão geral de que a solidariedade e a simplificação dos processos de acesso às vacinas constituíam vias fundamentais para a vitória no combate à pandemia.

O Chefe de Estado criticou a disparidade existente entre os países quanto à disponibilidade de vacinas e voltou a defender a necessidade de se promover a paz nas várias regiões do mundo afectadas por conflitos.

Em Setembro de 2022, no período em que foi investido para o segundo mandato como Presidente da República, João Lourenço não se deslocou a Nova Iorque para participar na 77.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Angola esteve representada pela então representante permanente junto das Nações Unidas, a embaixadora Maria de Jesus Ferreira, que, na intervenção em nome do Chefe de Estado, defendeu, entre outras posições, o fim do embargo de armas à República Centro-Africana e o levantamento de restrições contra Cuba, Zimbabwe e Venezuela, além de reafirmar o compromisso de Angola com a paz.

No seu regresso a Nova Iorque em 2023, para participar na 78.ª sessão da Assembleia Geral, João Lourenço lamentou que, quase oito décadas após a fundação das Nações Unidas, o mundo ainda não tenha alcançado uma base sólida de confiança entre as nações. O Chefe de Estado angolano sublinhou que este défice de concertação persiste, apesar dos sucessivos esforços globais para a edificação de um Planeta mais pacífico e próspero.

Na visão do Estadista angolano, o reforço dessa confiança contribuiria para evitar o surgimento de focos de tensão que, em diferentes regiões, acabam por degenerar em conflitos abertos.

João Lourenço considerou fundamental que a Organização faça tudo o que estiver ao seu alcance para promover o respeito e a observância dos valores consagrados na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional, de modo a corrigir a trajectória que o mundo tomou após a queda do Muro de Berlim.

No Debate Geral da 79.ª sessão da Assembleia Geral, em 2024, João Lourenço sugeriu, entre outras posições, a implementação urgente de reformas destinadas a assegurar uma representação mais justa dos países africanos nas principais instituições financeiras internacionais.

O Estadista angolano sustentou que essas reformas devem permitir uma participação mais equilibrada nos processos de tomada de decisão e na elaboração de políticas com impacto directo no quotidiano das populações.

 

 

Jornal de Angola

 

 

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