LUANDA | LUÍS NUNES REELEITO PRIMEIRO SECRETÁRIO PROVINCIAL DO MPLA EM LUANDA
Publicado em 28/09/2026 16:33 • Atualizado 28/09/2026 16:36
Política

Por: Antena Ditos & Factos — A Voz da Verdade

A reeleição de Luís Manuel da Fonseca Nunes para o cargo de Primeiro Secretário do Comité Provincial do MPLA em Luanda, na Conferência Provincial realizada a 26 de Setembro de 2026, representa o início de uma nova etapa na vida política do Partido na capital do país.

A confiança depositada pelos delegados constitui, simultaneamente, uma responsabilidade. O novo mandato exige capacidade de liderança, espírito de missão, diálogo permanente e atenção às diferentes sensibilidades existentes no seio da organização.

Luís Nunes é um quadro e dirigente com experiência acumulada na vida política e administrativa do país. A sua nova missão coloca-o perante desafios que ultrapassam a dimensão formal do cargo, pois, será necessário fortalecer a unidade interna, aproximar a liderança das estruturas de base e preparar a organização para os desafios políticos que se aproximam.

A PRIMEIRA GRANDE DECISÃO

Depois da eleição do Primeiro-Secretário, uma das decisões mais importantes será a composição do Secretariado da Comissão Executiva do Comité Provincial.

É neste momento que a liderança terá a oportunidade de demonstrar a natureza do novo ciclo.

O Secretariado deve ser concebido como uma verdadeira equipa de trabalho, equilibrada, competente e representativa das diferentes experiências e sensibilidades existentes na organização.

A escolha dos seus membros não deve ser determinada apenas pela proximidade pessoal ou pela conveniência circunstancial mediante insinuações.

Deve considerar-se a experiência política, a capacidade de organização e da vida interna do partido, o conhecimento das estruturas de base, a disponibilidade para trabalhar e, sobretudo, a capacidade de contribuir para a unidade e o fortalecimento do partido, para se evitar que haja crise de selecção.

Um Secretariado forte não é aquele que simplesmente concorda com o Primeiro Secretário. É aquele que o ajuda a governar politicamente melhor, apresentando propostas, identificando dificuldades e ajudando a encontrar soluções.

ENTRE A CONTINUIDADE E A RENOVAÇÃO

Todo novo ciclo político precisa de equilíbrio entre continuidade e renovação, sem que a renovação seja uma porta aberta para chamar amigos e afastar outros com certa qualidade e conhecimento do trabalho do partido.

A experiência dos quadros que conhecem profundamente a vida interna da organização deve ser valorizada. Ao mesmo tempo, a renovação deve abrir espaço para novas competências, novas ideias e novas formas de participação.

O desafio consiste precisamente em evitar dois extremos: uma renovação que despreze a experiência acumulada e uma continuidade que impeça a necessária evolução.

Por isso, a constituição dos novos órgãos deve procurar uma combinação equilibrada entre experiência, renovação, competência, juventude e capacidade de trabalho e não à base de compadrio.

OUVIR MAIS PARA DECIDIR MELHOR

Pela experiência e visão de liderança que Luís Nunes acumula e ante a responsabilidades sobre uma organização política de grande dimensão precisa de manter canais permanentes de auscultação.

Ouvir os municípios. Ouvir as estruturas de base. Ouvir os quadros. Ouvir os militantes mais antigos. Ouvir os jovens. Ouvir as mulheres.

E ouvir também aqueles que apresentam críticas, desde que feitas de forma responsável e construtiva. Não se deixar levar na ignorância daqueles que acidentalmente ou por força da bajulação venham fazer parte do circulo de colaboradores da linha de tarefas sensíveis.

A crítica interna, quando exercida com respeito pela disciplina partidária e pelas normas da organização, pode constituir um instrumento importante de aperfeiçoamento.

É muito perigoso um dirigente estar rodeado exclusivamente por pessoas que concordam com todas as suas decisões.

A boa liderança não teme a opinião diferente, sabe transformá-la em matéria de reflexão.

A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA POLÍTICA

Outro aspecto que merece atenção é a necessidade de preservar uma cultura política baseada na ética, no respeito e na responsabilidade.

A competição interna não deve transformar companheiros de organização em adversários pessoais.

As diferenças de opinião devem ser tratadas através dos mecanismos próprios da organização e não através de campanhas de descredibilização, rumores ou confrontos pessoais.

Da mesma forma, a valorização dos dirigentes não deve depender exclusivamente da capacidade de elogiar ou de produzir manifestações públicas de apoio.

O mérito deve estar associado ao trabalho realizado, à capacidade de mobilização, à responsabilidade e à contribuição efetiva para os objetivos do Partido.

A bajulação pode produzir aplausos momentâneos, mas o trabalho sério produz confiança duradoura.

OS TRÊS SECRETÁRIOS FUNDAMENTAIS

A composição dos três secretários fundamentais deverá merecer particular atenção. Não se trata apenas de preencher lugares na estrutura. Trata-se de encontrar dirigentes capazes de interpretar a orientação política, acompanhar o funcionamento das estruturas, trabalhar com os municípios e manter uma relação permanente com a militância.

Devem ser pessoas capazes de trabalhar em equipa e de complementar a liderança do Primeiro Secretário.

A escolha deverá, por isso, considerar menos a conveniência circunstancial e mais a capacidade real de resposta aos desafios políticos e organizativos do novo mandato.

LUANDA EXIGE UMA LIDERANÇA PRESENTE

Luanda é uma realidade política, social e administrativa complexa.

O MPLA, enquanto força política com responsabilidades históricas no país, precisa de conhecer permanentemente as preocupações dos cidadãos e a realidade das suas estruturas, através do empenho dos seus quadros auxiliares do órgão singular, nesse caso o Primeiro Secretário.

Isso exige uma equipa que não esteja limitada aos grandes actos políticos.

É necessário estar nos municípios, ouvir as comunidades, acompanhar as organizações de base e compreender as novas dinâmicas sociais da capital.

A proximidade deve deixar de ser apenas uma palavra de ordem para transformar-se numa prática permanente. 

UM DESAFIO QUE ULTRAPASSA UM MANDATO

O novo mandato de Luís Nunes e a equipa que deverá montar cuidadosamente, acontece num contexto de preparação para importantes desafios políticos nacionais.

Por isso, a organização em Luanda precisará de coesão, disciplina, capacidade de mobilização, organização e responsabilidade no discurso público.

Os militantes têm um papel importante neste processo, mas também os dirigentes têm uma responsabilidade acrescida.

É preciso reduzir os espaços para intrigas e ampliar os espaços para ideias.

É preciso substituir a disputa pessoal pela disputa de propostas.

É preciso valorizar quem trabalha na base.

É preciso promover uma cultura onde a crítica responsável seja compreendida como contribuição para a melhoria do empenho da equipa.

A DECISÃO ESTÁ AGORA NAS MÃOS DA NOVA LIDERANÇA

A conferência já terminou. A eleição já aconteceu. O novo mandato está iniciado. Agora começa o trabalho.

Luís Nunes tem diante de si uma oportunidade para construir uma equipa que combine experiência e renovação, autoridade moral e diálogo, disciplina e capacidade de reflexão.

O Secretariado da Comissão Executiva do Comité Provincial poderá ser um dos principais instrumentos para concretizar essa visão.

Por isso, a recomendação é simples: ouvir pacientemente, consultar melhor e decidir com a responsabilidade de sempre.

Não se trata de aceitar propostas de afastar pessoas por razões pessoais, nem de promover outras por conveniência.

Trata-se de colocar a competência, a ética, a lealdade institucional e o espírito de serviço no centro das escolhas.

O MPLA tem uma longa história política em Angola e assume responsabilidades próprias decorrentes dessa trajetória. Em Luanda, essas responsabilidades exigem uma equipa que agrega valores e assume-se como um íman cada vez mais próxima dos cidadãos, dos militantes e das comunidades.

O novo ciclo deve ser uma oportunidade para fortalecer a confiança, melhorar a organização e preparar o partido para os desafios do futuro.

Luís Nunes foi eleito. Agora cabe-lhe liderar.

Tal como o é, liderar significa, sobretudo, saber ouvir, saber escolher, saber unir e saber trabalhar. Luís Nunes não tem nada a perder porque a militância do MPLA em Luanda já depositou a sua confiança nele, ao ser eleito com 99,9% na XIV Conferência Provincial Ordinária do Partido!

ANTENA DITOS & FACTOS

A VOZ DA VERDADE!

 

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Faça bem a escolha e cerque-se de gente empática

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