Num momento em que o país observa sinais claros de resgate da mística e da vitalidade política, sobretudo nas províncias que recebem visitas de figuras centrais, causa estranheza — e preocupação — o pessimismo exibido por alguns militantes do MPLA “pseudo cyber activistas”, que insistem em agir à margem da orientação ideológica do partido.
Em vez de contribuírem com ideias, propostas e soluções concretas para os desafios do presente, optam pelo cepticismo estéril, pela crítica vazia e pela desvalorização dos esforços colectivos. Este comportamento, longe de fortalecer o partido, mina a confiança interna e fragiliza a imagem de unidade que sempre caracterizou a sua história de luta e conquistas.
É inegável que muitos desses posicionamentos nascem de frustrações pessoais desmedidas, frequentemente associadas a expectativas não satisfeitas de benesses prometidas ou pretendidas. No entanto, transformar frustração individual em comentário corrosivo é um erro político grave, sobretudo num contexto actual marcado por exigências acrescidas de coesão, mobilização e disciplina.
Num ano pré-eleitoral, a demonstração de força não é mero espectáculo, é um sinal estratégico de vitalidade, organização e capacidade de mobilização. As grandes recepções, os actos de massas e a participação entusiástica dos militantes e simpatizantes são mensagens claras para dentro e fora do partido — mensagens de que o projecto político continua vivo, enraizado no povo e preparado para os desafios vindouros.
Ignorar ou desvalorizar essas manifestações é não compreender a natureza da luta política. Mais grave ainda, é atuar objectivamente contra os interesses do próprio partido. A crítica é legítima quando construtiva e alinhada com os princípios ideológicos; torna-se nociva quando se converte em obstáculo à unidade e à confiança colectiva.
O MPLA, enquanto organização política madura, deve saber identificar, catalogar e politicamente enquadrar esses comportamentos. Não para perseguir, mas para corrigir, formar e, quando necessário, isolar atitudes que atentam contra a coesão interna. A unidade não se decreta — constrói-se com consciência política, disciplina e sentido de missão.
O tempo exige militantes comprometidos, optimistas e mobilizadores. O pessimismo sem proposta não é apenas improdutivo, é um luxo que o partido não pode permitir-se. Num momento decisivo da história política nacional, estar no MPLA é, mais do que nunca, assumir a responsabilidade de somar, unir e avançar.
By: Marciano Zaragoza
Editor de política doméstica in ADF