Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Movimento Nacional de Jovens Universitários de Angola (MNJUA).
Em declarações ao JA Online, o presidente do MNJUA explicou que a criação da cartilha foi motivada pela necessidade de “reforçar a cultura académica no Ensino Superior angolano, particularmente no que diz respeito ao conhecimento dos direitos e deveres dos estudantes" , promover valores como "mérito, responsabilidade e patriotismo" e responder a desafios como os "casos recorrentes de indisciplina e desinformação, baixa participação dos estudantes na vida académica e cívica".
José Sequeira referiu, igualmente, que a elaboração da cartilha contou com uma equipa multidisciplinar de estudantes, académicos, juristas e especialistas em educação, sendo acompanhada pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação. “Foi um processo participativo que incluiu consultas a estudantes e associações académicas”.
Entre os impactos esperados destacou o maior cumprimento das normas académicas, a redução da fraude e a mitigação da indisciplina, bem como o aumento da participação estudantil e formação de uma juventude mais consciente e comprometida com o desenvolvimento de Angola.
A distribuição será feita em formato físico e digital, com sessões de sensibilização, palestras e workshops nas universidades, acrescentou.
O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação desempenhou um papel fundamental de validação e alinhamento com as políticas públicas, completou o responsável.
O presidente do MINJUA considerou, ainda, que embora a cartilha seja inicialmente uma recomendação institucional, “existem perspectivas de evoluir para a sua adopção formal como documento orientador nos processos de integração estudantil” e que para garantir impacto serão implementados mecanismos de monitorização, incluindo inquéritos, relatórios periódicos e sistemas de feedback permanente.
Fonte: Jornal de Angola | edição qf-25.03.2026