De Cabinda ao Cunene, Angola ergue hoje bem alto a bandeira da paz, celebrando 24 anos de uma conquista histórica que mudou para sempre o destino da Nação. O 4 de Abril não é apenas uma data no calendário — é o símbolo maior da reconciliação entre irmãos, da superação das feridas do passado e da firme decisão de construir um futuro comum, assente na unidade, no trabalho e na esperança.
Ao longo destas mais de duas décadas, muita coisa mudou. O país que outrora foi marcado por estradas interrompidas, pontes destruídas e comunidades isoladas, transformou-se progressivamente num território em reconstrução permanente, onde a mobilidade, a circulação de pessoas e bens e a integração nacional deixaram de ser um sonho distante para se tornarem realidade palpável.
Hoje, Angola apresenta uma rede rodoviária significativamente ampliada, com estradas reabilitadas e novas vias que encurtam distâncias e aproximam famílias, impulsionam o comércio e dinamizam a economia. Pontes antes inexistentes ou destruídas foram erguidas, ligando regiões e promovendo a coesão territorial, num verdadeiro testemunho da força de um povo que decidiu caminhar unido.
No sector da construção civil, o país testemunhou o surgimento de imponentes infraestruturas que marcam uma nova era. Hospitais modernos foram construídos e apetrechados, levando cuidados de saúde a milhares de cidadãos que antes não tinham acesso. Escolas foram erguidas em zonas urbanas e rurais, abrindo portas ao conhecimento e garantindo que as novas gerações cresçam com mais oportunidades e melhores perspectivas de futuro.
A energia eléctrica, elemento vital para o desenvolvimento, conheceu avanços significativos, com a expansão das redes de distribuição e a construção de novas centrais, permitindo que mais lares, empresas e instituições beneficiem de luz, conforto e condições para crescer e prosperar.
Mas talvez a maior conquista destes 24 anos seja invisível aos olhos, embora profundamente sentida no coração de cada angolano: a paz que permite o sorriso das crianças, o trabalho digno dos pais, o ensino nas escolas, o comércio nas ruas, a fé nas igrejas e o convívio harmonioso entre cidadãos de diferentes origens, culturas e regiões.
A livre circulação de pessoas e bens consolidou-se como um dos pilares da unidade nacional. Hoje, os angolanos podem viajar, trabalhar e viver em qualquer ponto do território, reforçando o sentimento de pertença a uma só pátria, indivisível e soberana.
Contudo, celebrar a paz é também reconhecer que ainda há desafios pela frente. A luta contra a pobreza, o desemprego, as desigualdades sociais e a necessidade de diversificação económica continuam a exigir o esforço colectivo de todos — Governo, sociedade civil e cidadãos.
Os 24 anos de paz devem servir não apenas como motivo de orgulho, mas também como um compromisso renovado. Compromisso de preservar a unidade nacional, de valorizar as conquistas alcançadas e de trabalhar incansavelmente para que o desenvolvimento chegue a todos, sem exceção.
Hoje, mais do que nunca, Angola afirma-se como uma Nação resiliente, que soube transformar dor em força, divisão em unidade e destruição em reconstrução. Uma Nação que acredita no seu potencial e que caminha, com confiança, rumo a um futuro mais justo, inclusivo e próspero.
Que esta data continue a inspirar gerações, lembrando que a paz não é apenas a ausência de guerra, mas a presença activa de justiça, solidariedade, diálogo e progresso.
Viva a Paz! Viva a Unidade Nacional! Viva Angola!
By: Marciano Zaragoza
Editor de política e sociedade
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