O Governo vai instalar sistemas de videovigilância em zonas mais vulneráveis à vandalização de infra-estruturas eléctricas, principalmente na província de Luanda.
O anúncio foi feito recentemente pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, no final da sessão ordinária do Conselho Nacional de Águas, orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
A medida surge como resposta ao aumento de actos de vandalismo contra torres de transporte de energia, que, segundo o ministro, o propósito principal é deixar as cidades às escuras.
De acordo com João Baptista Borges, a extensão da rede eléctrica nacional, com mais de cinco mil quilómetros de linhas, dificulta a implementação de sistemas de vigilância em toda a sua dimensão, sobretudo em zonas remotas, com vegetação densa.
Por esta razão, apelou à colaboração das populações que vivem nas proximidades das infra-estruturas, considerando-as um elemento-chave na denúncia de actos de vandalismo.
Igualmente, pediu maior celeridade no tratamento judicial destes casos, como forma de combater a impunidade.
“O problema também é cultural. É preciso que haja responsabilização para desencorajar estes actos”, afirmou.
Os impactos destas acções são significativos. Recentemente, ocorrências nas províncias de Benguela e Cuanza-Sul deixaram mais de 45 mil clientes sem energia eléctrica.
O ministro explicou que os prejuízos vão além dos custos financeiros associados à reposição das torres destruídas.
“É prejuízo para o Comércio, para a Indústria, para a Economia, de uma forma geral, e, no lado social, para as famílias também. Esses são os maiores prejuízos e é isso que, de facto, temos que evitar a todo custo”, destacou.
Relativamente aos danos mais recentes, indicou que, após as chuvas, o número de torres afectadas subiu de duas para sete, cinco na zona dos Mulenvos de Cima e duas no Zango. Admitiu a existência de mais estruturas em situação crítica.
João Baptista Borges explicou que muitas das torres já apresentavam fragilidades devido à vandalizações anteriores, tendo as chuvas funcionado como factor desencadeador da sua queda.
O levantamento completo dos danos ainda está em curso e só após a sua conclusão será possível precisar os custos totais das intervenções necessárias.
“O custo financeiro é significativo, mas não é o mais importante. O mais relevante é o impacto social e económico da falta de energia”, afirmou.
Fonte: CIPRA