De Cabinda ao Cunene, ergue-se uma certeza que atravessa gerações, resistindo ao tempo, às dificuldades e às provações: a confiança e a esperança do povo angolano no MPLA. Esta não é uma confiança construída no vazio, nem fruto de circunstâncias passageiras. É uma confiança forjada no fogo da luta, consolidada na resistência e reafirmada nos momentos mais desafiantes da história da nação.
O MPLA não é apenas uma organização política, é, acima de tudo, um símbolo vivo da determinação de um povo que recusou ajoelhar-se diante das adversidades. Foi este partido que, nos períodos mais tenebrosos, quando as ameaças à soberania nacional pareciam incontornáveis, se posicionou como verdadeiro escudo da pátria, protegendo os interesses supremos de Angola e garantindo que a chama da independência jamais se apagasse.
Ao longo da história, Angola enfrentou investidas internas e externas, tentativas de fragmentação, de divisão e de desestabilização. Em cada uma dessas fases, o MPLA esteve presente, não como mero espectador, mas como protagonista firme, assumindo responsabilidades, tomando decisões difíceis e, muitas vezes, sacrificando-se em nome de um bem maior: a preservação da unidade nacional e da dignidade do povo angolano.
É por isso que, hoje, quando se percorre o país de norte a sul, de Cabinda ao Cunene, sente-se essa ligação profunda entre o povo e o MPLA. Uma ligação que não se explica apenas por discursos, mas por factos históricos, por conquistas concretas e por uma memória coletiva que reconhece quem esteve ao lado do povo quando mais importava.
Este reconhecimento não significa ausência de desafios ou de críticas — pelo contrário, demonstra maturidade política. O povo angolano sabe que o caminho do desenvolvimento exige constante aprimoramento, correções e renovação. Mas também sabe distinguir entre aqueles que apenas apontam fragilidades e aqueles que, ao longo do tempo, provaram ser capazes de defender a nação com firmeza e compromisso.
O MPLA carrega, portanto, uma responsabilidade histórica que vai além da governação: a de continuar a ser um garante da estabilidade, da unidade e do progresso. A confiança depositada pelos angolanos não é um cheque em branco, mas sim um mandato de responsabilidade, que exige trabalho contínuo, proximidade com o povo e soluções concretas para os desafios atuais.
Exaltar o MPLA é, neste contexto, reconhecer o seu papel incontornável na construção de Angola enquanto Estado soberano e resiliente. É valorizar a coragem dos que, em tempos difíceis, colocaram o país acima de interesses individuais. E é, sobretudo, reafirmar a esperança de que, com determinação e sentido de missão, Angola continuará a trilhar um caminho de paz, desenvolvimento e afirmação no concerto das nações.
Assim, de Cabinda ao Cunene, ecoa uma mensagem clara: a história não se apaga, a memória não se apaga, e a confiança construída com sacrifício permanece viva. O povo angolano sabe quem esteve presente nos momentos decisivos — e é essa consciência que sustenta a esperança num futuro cada vez mais sólido, soberano e próspero.
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Deusinho Zambel Santiago
Psicólogo, Jornalista e analista de política.
"Sou amigo fiel, simpatizante e militante leal ao partido vanguarda do povo angolano"